Conta de luz poderá ter redução de 20%

Fonte: Mônica Tavares, O Globo

Governo estuda diminuição de impostos para aliviar tarifa. Metade das empresas vai ter revisão tarifária este ano.

A conta de luz deverá ficar 20% mais barata. Este é o objetivo do governo federal e das empresas que vêm trabalhando em conjunto para acelerar a redução. Para que se torne realidade o mais rápido possível, vários encargos e impostos que compõem a estrutura tarifária devem ser reduzidos ou até zerados. A proposta vale para todos os consumidores de energia, incluindo pessoas físicas e indústria.

A ideia da presidente Dilma Rousseff, segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto, é retirar da tarifa de energia todos os encargos de cunho social, usados para atender as populações de baixa renda. Os recursos para essas áreas viriam de outras fontes. Somente seriam mantidas na tarifa as taxas operativas, a exemplo da taxa de fiscalização usada para manter a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Empresas miram classe C com aulas de línguas via mensagem de celular

Fonte: G1

Entre o ônibus e o jantar na empresa de autopeças em que trabalha, Edilene aprendeu que “beautiful” é bonito em inglês e “how are you” é como vai você. “Eu amo inglês então quando vi o curso pelo SMS de celular, adorei”, conta a operadora de máquinas de 35 anos, que só tinha noções da língua dos tempos do colégio.

São principalmente clientes como Edilene que motivam os investimentos de empresas de telefonia celular em cursos de línguas por SMS. Pelo preço baixo e a simplicidade da tecnologia, as operadoras apostam que o produto tem potencial de alcançar toda a base de clientes. Os cursos custam a partir de R$ 0,99 por semana, ou R$ 3,99 por mês, e só precisam de um celular que envie e receba mensagens de texto, o que é possível nos aparelhos mais simples.

O alvo principal dos cursos é o público de baixa renda que busca aprender o nível básico de inglês. No caso específico da TIM, o usuário médio do curso tem plano pré-pago e gasta R$ 12 por mês em crédito; 70% deles fazem o nível básico. O inglês via SMS atraiu mais de três milhões de usuários em dois anos para a Vivo e 50 mil em dois meses para a TIM, que espera chegar a 720 mil até o fim do ano, segundo a .Mobi, produtora de conteúdo. A Claro não informa os números do produto, que tem pouco mais de um mês. Com resultados (que não divulgam) nas mãos, as operadoras começam a investir também em cursos de espanhol e aulas de preparação para vestibular e concursos, extensão do ensino para além da sala de aula e cursos corporativos.

Diga rái

Tecnologia simples, preço baixo, mobilidade e linguagem jovem formam sustentam as expectativas das empresas que investem nos cursos e são os motivos que atraem os clientes. Desde o teste de nivelamento, tudo é feito por mensagem de texto. Algumas trazem conteúdo, outras são um quiz com perguntas sobre o aprendizado. E como a ideia é tornar a língua acessível a todos, os SMS vêm com a pronúncia: “Para dizer oi, em inglês, diga Hi (rái).”

Antes de chegar ao formato da SMS, a Vivo, primeira a lançar o curso via SMS, em 2010, tentou aulas via aplicativo (programas desenvolvidos para os celulares). “Vimos que havia grande procura, mas a grande maioria dos clientes não conseguia utilizar o serviço por conta da limitação do aparelho celular”, diz Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da operadora. Ter como base o tradicional SMS faz bastante diferença para alcançar mais clientes. “O serviço é uma porta aberta interessante, tem uma penetração muito grande, principalmente entre jovens. É uma ferramenta natural para eles, mais que a voz, por mais surpreendente que isso possa parecer”, diz o gerente de novos negócios da Pure Bros, Daniel Kaestli.

Aprendizado
Com vários níveis, as aulas atraem também os iniciados. Depois de ter feito intercâmbio nos Estados Unidos e anos de cursos de inglês, Henrique Gaio, 30 anos, está estudando a língua agora pelas mensagens. “É bom porque dá dicas, eu mantenho o contato com a língua e sempre tem alguma coisa nova ou que não lembrava”, diz. Ele aproveita o tempo na fila, no trânsito e em casa, e reforça as aulas pela internet.

O técnico em eletromecânica Márcio José Moreira, de 35 anos, também retomou as aulas no ano passado via celular, depois de um ano longe dos cursos tradicionais. Para ele, o curso é uma forma de treinar a língua, que ele usa cerca de uma vez por mês no trabalho lendo manuais ou falando com técnicos de outros países. Nessa estratégia de aproveitar o tempo no trabalho para estudar, acabou por não fazer o teste de nivelamento com atenção e está achando o curso fraco. “Considero que estou estudando, mas acho que está fraco, mais para quem não tem contato com a língua.”

“As pessoas estão buscando cada vez mais se desenvolver, e o mobile learning (educação móvel) é uma ótima plataforma para facilitar a disseminação do conhecimento, através do qual os usuários poderão acessar os conteúdos a qualquer hora e de qualquer lugar, bastando estar com o seu telefone celular”, diz Fiamma Zarife, diretora de serviço de valor agregado da Claro.

Diretor da Associação Internacional de Mobile Learning, o americano John Traxler escreveu um manual sobre esse tipo de aprendizado nos países em desenvolvimento como o Brasil e vê o SMS como boa alternativa de complemento. “O SMS não substitui os cursos regulares, mas são ótimos para construir vocabulário, gramática”, diz. O professor da Anhembi Morumbi e autor de um blog sobre educação à distância José Mattar concorda. Sozinhos, os cursos via SMS não devem fazer milagres, mas combinados com outras formas de aprendizado – até virtuais como redes sociais, textos, áudio – são instrumentos poderosos. “Aprender uma língua envolve também som, conversa com outras pessoas. Acho que o uso somente de SMS tornaria a aprendizagem fraca, não seria suficiente.”

Frente de investimento

As operadoras veem nas plataformas educacionais uma maneira de agregar valor aos serviços que prestam, por isso devem continuar a desenvolver produtos nesta área. “Hoje acreditamos mais no SMS que nos aplicativos”, diz Fernando Gouveia, da a.Mobi. Com a tecnologia, as operadoras alcançam clientes que não têm poder aquisito nem tem tempo e apresentam produtos. Por R$ 0,99 por semana, um usuário pode ter aulas todos os dias via SMS e ganhar acesso ao mobile site para complementar o aprendizado. Ou seja, o serviço se torna também uma degustação do pacote de dados. Henrique Magalhães não se contentou com os SMS e aderiu ao pacote de dados. “Ainda assim, é mais barato que um curso tradicional.”

A Pure Bros, que faz a intermediação entre as operadoras e as desenvolvedoras de conteúdo, aposta 20% dos investimentos da área de Novos Negócios para serviços de e-learning e espera que os cursos via SMS sejam cerca de 5% do faturamento total até o final deste ano. Para 2013 eles esperam que o setor decole já que os serviços ficam mais conhecidos e o portfólio, maior, gerando um crescimento de 10% ao ano nas receitas. “O segmento de cursos por SMS é novo, coisa de um ano e meio, mas o foco é grande porque nosso mercado depende de ser atrativo para o cliente final e isso as mensagens de texto são”, diz Kaestli.

“Com o SMS, você horizontaliza o acesso e pode chegar a 90% da base de aparelhos. Isso não ocorre com os aplicativos”, diz Elia San Miguel, da Gartner. O mercado de telefonia móvel brasileiro, segundo ela, ainda é tímido e pode aproveitar muito o tempo móvel dos usuários oferecendo serviços como os cursos. A adoção de serviços de valor agregado em serviços móveis tem sido mais tímida na América Latina que no resto dos emergentes porque as empresas ainda não tinham encontrado um modelo de negócios rentável. “Há percepção de que preços de serviços têm de cair e estão indo nesta direção”, diz Elia.

“O SMS ainda é uma ferramenta popular dentre os clientes, mesmo entre os usuários de smartphones. A idéia é permitir o amplo uso do serviço e, com o SMS, não restringimos a solução apenas aos clientes com aparelhos que possuem acesso à internet”, diz Flávio Ferreira, Gerente de VAS da TIM

Cursos de inglês e preços mínimos
Claro línguas
- adesão: SMS com a palavra “línguas” para 411
- preço: R$ 1,99 por semana
- estudos direcionados para negócios, viagens, diversão e esportes
- tradutor inglês-português para consulta via SMS (R$0,60 por palavra para não assinantes)
TIM+inglês
- adesão: SMS com a palavra “inglês” para 2525
- preço: R$ 0,99 por semana
- para receber aulas e exercícios, envie mensagens “aula” ou “quiz”
- temas das aulas: viagem, trabalho ou geral
Vivo Kantoo for all
- adesão: *6062
- preço: R$ 1,99 por semana
- dúvida e ajuda pelo Facebook: é só curtir a página e interagir

Governo baixa imposto de importação para 229 produtos

Fonte: G1

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que foram publicadas nesta sexta-feira (18), no “Diário Oficial da União”, resoluções da Câmara de Comércio Exterior (Camex) baixando o imposto de importação para 229 produtos, sendo 220 bens de capital (máquinas e equipamentos para produção) e nove bens de informática.

Os produtos foram incluídos no chamado regime de ex-tarifário, pelo qual são dados estímulos a investimentos produtivos no Brasil para bens que não possuam produção nacional. Com a decisão da Camex, tiveram seu Imposto de Importação reduzido de até 16% para 2% a 4% até o fim de 2013.

Investimentos previstos e setores beneficiados
Os investimentos globais vinculados aos novos ex-tarifários aprovados chegam a US$ 5,7 bilhões. Já os investimentos em  importações de equipamentos serão de US$ 461,3 milhões, informou o Ministério do Desenvolvimento.

Os principais setores beneficiados, em termos de investimentos globais, são os de petróleo (47,95%), serviços (19,47%), ferroviário (9,57%) e o de construção civil (3,08%), segundo o Ministério do Desenvolvimento. Já em relação ao valor das importações, os setores que terão maiores investimentos serão os de telecomunicações (21,93%), o ferroviário (10,93%), o de bens de capital (10,78%) e o de autopeças (7,58%), acrescentou.

Os produtos serão importados principalmente da China (28,1%), da Alemanha (19,8%), dos Estados Unidos (11,1%), da Itália (9,0%) e da Espanha (8,3%). “O regime de ex-tarifário não contempla bens de consumo”, informou o governo.

As novas concessões estão relacionadas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, a projetos para produção de diesel, gasolina e querosene com baixo teor de enxofre; instalação do complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); expansão de linha de metrô; além de construção de fábricas de cimento, latas de alumínio, navios, computadores portáteis, entre outras. Os objetivos dos novos investimentos são abastecer o mercado interno, aumentar as exportações brasileiras, preservar o meio ambiente, além de melhorar a infraestrutura de transporte urbano e aperfeiçoar a infraestrutura de apoio à extração de petróleo, entre outros.

DTI
Segundo o governo, também foi publicada nesta sexta-feira resolução da Camex extinguindo o direito “antidumping” (sobretaxa) e o compromisso de preços relativos às importações brasileiras de diisocianato de tolueno originárias dos Estados Unidos e da Argentina.

As medidas já haviam sido suspensas pela Resolução Camex número 16, segundo o governo, em razão de alterações nas condições de mercado do produto, considerando a interrupção da produção da empresa Dow Brasil S.A., única fabricante nacional de TDI-80/20.

“A extinção do direito antidumping definitivo e do compromisso de preços foi solicitada pela própria empresa produtora, que decidiu fechar definitivamente a planta em que fabricava o insumo da cadeia química”, acrescentou o Ministério do Desenvolvimento.

O TDI é utilizado principalmente na produção de espumas flexíveis de poliuretano, colas, vernizes, elastômeros, e outros produtos que têm aplicação nas indústrias de móveis, veículos automotivos e construção civil em geral.

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Moda francesa que deveria ser copiada no brasil

Fonte: Hollande e novo governo francês rebaixam os próprios salários em 30%

O presidente francês, François Hollande, e o novo governo liderado pelo primeiro-ministro do país, Jean-Marc Ayrault, concordaram nesta quinta-feira, 17, em baixar seus salários em 30%.

Esta foi uma das promessas feitas por Hollande durante sua campanha eleitoral, assim como a elaboração de um código de conduta dos políticos para evitar o conflito de interesses entre os membros do novo gabinete.

O conteúdo do código, revelado hoje pelo jornal “Le Monde”, inclui a renúncia a postos executivos que os membros do governo tinham antes de assumirem seus cargos, a rejeição de convites privados e presentes com valor superior a 150 euros e a escolha de trens como meio de transporte prioritário em trajetos inferiores a três horas.

A primeira reunião do governo, realizada no Palácio do Eliseu, em Paris, foi “solene e emocionante”, segundo ministros que participaram do encontro. Durante a cerimônia, Hollande falou que espera que o Executivo seja um exemplo durante seu mandato.

Hollande, segundo afirmou os ministros, transmitiu sua vontade de aplicar suas promessas eleitorais o mais breve possível.

Corte em encargos pode reduzir conta de luz imediatamente, diz Aneel

Folha.com: JULIA BORBADE BRASÍLIA

O diretor da Aneel, Edvaldo Santana, afirmou nesta quinta-feira que uma possível redução em encargos que incidem sobre o preço da energia podem afetar imediatamente a tarifa ao consumidor.

O corte de encargos causaria, portanto, uma redução na conta de luz.

Segundo a Folha apurou, o governo tem em mãos uma lista com, pelo menos, três encargos que pretende eliminar para reduzir o preço da energia.

A possível adoção das medidas é vista como uma forma de acalmar os ânimos da indústria, pressionada pela perda de competitividade, e para reduzir a tarifa cobrada nas contas, uma das mais altas do mundo.

Até o momento, os encargos mais cotados para serem extintos são a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), que serve para custear a geração de energia na região Norte; a RGR (Reserva Global de Reversão), fundo criado para indenizar usinas que não fossem amortizadas; e o ESS (Encargos de Serviços do Sistema), usado para garantir a segurança da oferta de energia.

De acordo com Santana, dependendo do encargo que o governo decidir cortar dentre os dez cobrados atualmente, não haverá necessidade de prazos para adaptação, com resultado imediato sobre as tarifas.

Os três encargos que estão na lista do governo são dispensáveis e apenas um deles (o CCC) não pode ser suprimido imediatamente.

“A RGR já deveria ter acabado no ano passado, mas o governo prorrogou até 2035. A rigor, se o governo quiser extinguir esse encargo, não tem problema”, disse.

Sobre a ESS, disse que “jamais deveria ter existido”. Santana também é a favor do fim da CCC, mas destacou que a medida requer que se observe os prazos de contratos em vigor.

ISOLADOS

Atualmente, Estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre e Amapá não estão interligados ao restante do sistema elétrico nacional e, por isso, precisam fazer uso de fontes mais caras de energia – como o óleo diesel.

“Enquanto existirem sistemas isolados é preciso ajudar esses consumidores a pagar pela energia elétrica”, diz o diretor da Aneel.

Para equalizar os valores cobrados de cada usuário nas diferentes regiões do país, parte da diferença nas tarifas é distribuída a todos Estados.

A previsão é de que o governo integre grande parte do sistema ainda no ano que vem. Mesmo assim, alguns contratos continuariam tendo de ser honrados, impedindo a extinção imediata da CCC.

Hoje comemoramos!

Dia 18 de maio de 2012 é:

Dia dos Vidreiros

Dia Internacional dos Museus

Criação de emprego formal soma 702 mil até abril, com queda de 20%

Do G1

A criação de empregos formais no Brasil caiu nos primeiros quatro meses de 2012, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quinta-feira (17). De acordo com o Ministério do Trabalho, foram criadas 702.059 formais de janeiro a abril – uma queda de 20,2% frente ao mesmo período do ano passado (+880.717 vagas formais).

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informava que a queda na criação de vagas formais de janeiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, foi de 25%. Na verdade, a queda foi de 20%. A reportagem foi corrigida às 15h25)

 De acordo com os números do governo, este é o pior desempenho para os quatro primeiros meses de um ano desde 2009, quando foram abertas 48.454 empregos com carteira assinada. Naquele momento, o país sentia os efeitos da primeira etapa da crise financeira, inaugurada em setembro de 2008 com a concordata do banco norte-americano Lehman Brothers. A série histórica do Caged tem início em 1992. O recorde histórico para o emprego formal nos quatro primeiros meses de um ano foi registrado em 2010 – quando foram abertas 962.327 vagas.

O recuo na criação de empregos formais no primeiro quadrimestre deste ano acontece, novamente, em um momento de desaceleração da economia mundial, com reflexos na economia doméstica. Para tentar acelerar a economia, o governo já anunciou um pacote de medidas para estimular a competitividade das empresas, além de ter baixado os juros básicos, definidos pelo Banco Central, e estar atuando para que a taxa de câmbio fique mais alta. Atualmente, o dólar oscila ao redor de R$ 2 – melhorando as condições de competição do setor produtivo nacional.

Mês de abril
Somente em abril, os números do Ministério do Trabalho mostram que foram criados 216.974 postos formais de trabalho.

“Este aumento mantém a trajetória de expansão, constituindo-se no maior saldo mensal do emprego no ano de 2012. O desempenho positivo em abril decorreu de 1.798.101 admissões e 1.581.127 desligamentos, ambos os maiores para o período”, informou o Ministério do Trabalho.

O número, no entanto, representa uma queda de 20,29% frente a abril de 2011 (+272.225 vagas formais)

Setores da economia
De acordo com o governo federal, o comportamento favorável do emprego em abril foi registrado em todos os oito setores da economia, que registraram mais contratações do que demissões no mês passado. O setor que mais contratou em abril, segundo o governo, foi serviços (+82.875 postos); seguido pela construção civil, com a abertura de 40.606 empregos com carteira assinada; pelo comércio (+33.704 vagas); pela indústria de transformação (+30.318); e pela agricultura (+21.916 vagas formais).

Regiões do país
Segundo os dados oficiais, quase todas as grandes regiões tiveram expansão no nível de emprego em abril. Foram criadas 142 mil vagas na região Sudeste, 43 mil postos com carteira assinada na região Sul, 32,1 mil empregos formais na região Centro-Oeste e 4,09 mil vagas na região Norte.

“Por outro lado, a região Nordeste, influenciada pela presença de fatores sazonais relacionados às atividades sucroalcooleiras, registrou redução de 4.924 postos de trabalho”, acrescentou o Ministério do Trabalho.

Bovespa encerra em queda pelo oitavo pregão nesta quinta

Fonte: G1

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em forte queda nesta quinta-feira (17), com desvalorização de 3,31%, para 54.038 pontos. O pregão foi bastante instável, mas a trajetória de queda prevaleceu. Foi o oitavo pregão seguido de perdas na Bovespa e a menor cotação desde 20 de outubro de 2011, quando encerrou a 54.009.

Foi a maior baixa diária desde 22 de setembro, quando a queda foi de 4,8%. O giro financeiro do pregão somou R$ 8,35 bilhões. No ano, a bolsa acumula queda de 4,79%. No mês de maio, a queda já é de 12,6% e na semana, de 9,09%.

A Bovespa teve forte recuo após a agência Fitch ter rebaixado o rating da Grécia, agravando o pessimismo dos mercados sobre os impactos de eventual saída do país da zona do euro.

“Acho que é um movimento um pouco exacerbado, já virou um efeito manada”, disse Eduardo Dias, analista na Omar Camargo Corretora. “Ibovespa a 55 mil pontos já era exagero; a 54 mil pontos, então, nem se fala. Para mim já chegou em ponto de compra.”

A crise política na Grécia e um possível contágio em países como Espanha e Itália segue impondo forte clima de cautela. Nesta tarde, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating da Grécia de “B-” para “CCC”, citando o elevado risco de o país ter de sair da zona do euro.

“Por mais que se fale que Grécia está precificado, não está”, disse Newton Rosa, economista-chefe na Sul América Investimentos. “Essa questão assusta investidores e pode provocar, em um primeiro momento, uma situação de retração dos fluxos de capitais de certa forma comparável a 2008.”

Mais cedo, também pesou sobre os mercados a preocupação com a situação dos bancos na Espanha e os dados mais fracos que o esperado nos Estados Unidos. Indicadores antecedentes da atividade econômica norte-americana tiveram queda pela primeira vez em sete meses.

Em Wall Street, o Dow Jones fechou em queda de 1,24%. Mais cedo, o principal índice dos mercados acionários europeus encerrou com baixa de 1,15%.

Dentre as ações com maior peso no Ibovespa, a preferencial da Petrobras devolveu os ganhos da véspera e fechou em queda de 4,46%, a R$ 18,43, enquanto a preferencial da Vale caiu 3,66%, a R$ 34,78. OGX recuou 5,59%, a R$ 10,97. Papéis de bancos também se destacaram entre as baixas do pregão, com Banco do Brasil recuando 4,9%, a R$ 19,40, e Bradesco com queda de 4,38%, a R$ 26,88.

“Além da degradação das expectativas lá fora, soma também contra essa intervenção do governo na economia e a mudança de discurso com relação aos bancos, e isso não está agradando muito aos investidores”, disse Sérgio Machado, sócio-gestor da Vetorial Asset.

Apenas dois dos 68 ativos que compõem o índice fecharam em alta: CCR Rodovias subiu 2,09%, a R$ 15,62, e MRV Engenharia avançou 1,66%, a R$ 9,81.

Volume de cheques sem fundos sobe em abril ante 2011, diz Serasa

G1 Economia

O volume de cheques sem fundos devolvidos em todo o Brasil teve ligeira alta em abril, na comparação com igual mês de 2011, mas recuou ante março deste ano. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, foram devolvidos 2,08% de cheques sem fundos no período analisado, contra 2% em abril de 2011 e 2,19% no mês passado.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17), na comparação entre os acumulados de janeiro a abril de 2012 ante 2011, houve elevação no volume de cheques sem fundos.

No primeiro quadrimestre deste ano foram devolvidos 2,05% de cheques por insuficiência de fundos, enquanto que em igual período do ano anterior houve 1,92% de devoluções.

Segundo os economistas da Serasa Experian, é preciso considerar que em março, normalmente, ocorre a maior devolução de cheques do ano, em razão da última parcela do IPVA e das despesas escolares.

Outro aspecto importante é que na comparação entre os cheques devolvidos em abril de 2012 com igual mês do ano passado, e na relação entre os acumulados de janeiro a abril de 2012 e de 2011, há uma evolução que é justificada pelo aumento do endividamento do consumidor, que também se financiou com pré-datados.


Estados e regiões
No primeiro quadrimestre de 2012, o Acre foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos, com 15,78%. No outro extremo aparece o Rio de Janeiro, com 1,65%, o menor percentual.

Entre as regiões, a Nordeste foi a com maior percentual de devolução de cheques nos quatro primeiros meses de 2012, com 2,04%, enquanto o Sudeste, teve o menor volume (1,52%)

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